A era da automação as Construtoras adotam sistemas tecnológicos cada vez mais sofisticados | Curso de CFTV
As Construtoras já adotam sistemas tecnológicos mais sofisticados. Dos circuitos internos de TV aos canis acionados por botões, vale tudo para garantir a tranqüilidade dos clientes
A segurança já se tornou um quesito fundamental no momento da escolha de um imóvel residencial ou, até mesmo, comercial. Para atender à demanda crescente, o mercado lança equipamentos com alta tecnologia e cabe aos profissionais e às empreiteiras encontrar os produtos específicos para cada tipo de prédio.
Além dos tradicionais sistemas de circuito interno de TV e alarmes, já é comum encontrar prédios com, pelo menos, algum equipamento tecnológico, entre eles vídeointerfone, botão de emergência dentro dos apartamentos, controle de acesso por cartão e reconhecimento de impressão digital, sensor de vazamento de gás na cozinha e monitoramento de bombas de água, esgoto e águas pluviais, nível de iluminação e funções básicas de incêndio.
Ricardo Cerqueira, gerente de incorporação da PaulOOctavio, lembra que os projetos arquitetônicos prevêem vários kits de automação. “Esse mercado muda muito. Sempre aparece uma novidade para oferecer mais versatilidade e custos mais baixos para os prédios. Hoje já se pode utilizar isso largamente”, diz.
Esse kits são definidos conforme o tipo de empreendimento e público-alvo. “Temos que buscar sempre o aprimoramento dos nossos produtos. Num empreendimento de baixo custo, usar o controle de acesso já é alguma coisa. A definição do pacote a ser escolhido é em função do valor da unidade, tipo de projeto, perfil do consumidor, etc. Tudo isso é analisado de modo que o pacote venha a satisfazer aos anseios do futuro ocupante”, diz Ricardo.
O processo de automação já é, praticamente, um elemento obrigatório em qualquer prédio novo. “A automação predial é muito importante, pois permite à construtora oferecer produtos com cada vez mais diferenciados, vindos ao encontro da expectativa dos clientes. Com a modernização da tecnologia, ganha-se em segurança, em qualidade de vida e em economia, já que muitas tarefas do dia-a-dia dos edifícios estão hoje totalmente automatizadas”, explica Fernando Queiroz, presidente da Via Engenharia.
Os consumidores, sejam empresários ou futuros moradores, também exigem o mínimo de segurança no condomínio. “Em nosso segmento, o grau de exigência dos clientes é muito grande. Em primeiro lugar, porque o investimento é alto, muitas vezes anos de poupança. E também porque as pessoas estarão adquirindo imóveis nos quais irão morar e querem garantias de que serão tudo aquilo que imaginam. Há uma demanda grande por imóveis tecnologicamente avançados e a tendência é que continue crescendo”, ressalta Fernando.
Quanto aos custos dos equipamentos, Ricardo garante que não alteram muito o valor final do imóvel, uma vez que o custo-benefício é maior para o cliente.
A segurança para as casas
Os equipamentos de automação são ainda mais importantes em casas. A vulnerabilidade dos imóveis e a busca pela segurança levam os moradores a recorrer ao serviço. O arquiteto Almir Filho, especialista em automação, explica que o processo envolve três etapas: projeto, infra-estrutura de automação e a colocação dos equipamentos.
Alguns recursos podem ser acionados ou controlados de um computador com internet: abertura de porta, aquecimento de piso, controle de iluminação, acionamento de cortinas e persianas, controle de iluminação, irrigação do jardim, monitoramento por câmeras e acionamento de ar-condicionado.
Dentre os equipamentos de alta tecnologia estão o controle de acesso por digital, controle e gerenciamento de imagens e interruptores nos cômodos da casa. “Na automação, esses interruptores se chamam pulsadores e funcionam como um botão de pânico, ou seja, quando apertados (normalmente por cinco segundos), mandam para o sistema uma mensagem de pânico e este, por sua vez, toma uma série de ações previamente programadas, tais como ligar para uma lista de telefones cadastrados, abrir a porta do canil, soar a sirene, etc”, explica Almir.
Com a colaboração da estagiária Samila Magalhães
Fonte: http://www.portaldeseguranca.com.br/artigos.asp?id=5409
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